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Comparativo: Elite x Fluo

Desafio urbano - Honda Elite e Yamaha Fluo disputam o cinturão dos pesos leves no universo dos scooters: veja as vantagens e desvantagens de cada um, e escolha!


Por: Gabriel Marazzi


Comparativo Honda Elite x Yamaha Fluo
Lado a lado, semelhanças de estilo, porte e até de comportamento

“De um lado, pesando 104 kg, o favorito do dia, o atual campeão dos pesos leves Honda Elite 125. Do outro lado, pesando 102 kg, o desafiante, o novato Yamaha Fluo 125.” Essa poderia ser a apresentação da disputa entre os scooters de 125 cc, por uma boa posição desse mercado. O já conhecido Honda Elite, lançado em 2018, e o recém-chegado Yamaha Fluo têm exatamente o mesmo porte e a mesma proposta. A maior diferença entre eles reside mesmo no preço.

Lado a lado, os dois scooters são realmente muito parecidos, em especial quanto às dimensões. Quanto aos detalhes, provavelmente eles serão confundidos entre si em uma rápida olhada mais desatenta, mas, nesse quesito, o desafiante, de cara, leva vantagem.

Elite e Fluo
Acomodação do piloto é muito semelhante em ambos os 125

No peso, como já vimos, Honda Elite e Yamaha Fluo têm empate técnico: 104 kg contra 102 kg.

Nas dimensões, praticamente o mesmo resultado, com o Yamaha medindo 180 mm a mais no comprimento. A altura do assento é apenas 8 mm menor no Honda e no vão livre (distância mínima do solo) a diferença é ainda menor, pequenos 2 mm. Com isso, podemos considerar que os dois scooters são idênticos sob o ponto de vista das dimensões responsáveis pelo conforto do piloto.


DIRIGIBILIDADE

Fluo x Elite
Faróis de LED em ambos os modelos

Outras dimensões determinam a dirigibilidade, aspecto que começa a distanciar os dois contendores. O Yamaha Fluo tem exatos 57 mm a mais na distância entre-eixos, o que, face ao tamanho das rodas dos scooters, pode fazer alguma diferença. E é fato: o Fluo é ligeiramente mais estável em pisos irregulares do que o Elite. As rodas também influem nesse aspecto, outra vez com vantagem para o Yamaha, que tem rodas de 12 polegadas (dianteira e traseira), enquanto o Honda tem roda dianteira de 12 polegadas e traseira de apenas 10 polegadas.

Em pisos perfeitos, essas diferenças sequer são notadas, mas no padrão Brasil de asfalto de vias cheias de buracos e remendos, ambos sofrem demais. Nesse caso, as suspensões mais macias do Honda Elite absorvem as irregularidades um pouco melhor, enquanto as suspensões mais firmes do Yamaha Fluo tornam as imperfeições do piso ainda mais ameaçadoras. Na dianteira, as suspensões de ambos têm o mesmo curso de 90 mm e, na traseira, o Honda tem 70 mm e o Yamaha tem 80 mm.

Mas chega de números e mais números, vamos descobrir o porquê de o scooter da Yamaha custar um pouco mais. A começar pelo freio dianteiro, equipado com sistema antibloqueio ABS no Yamaha Fluo. O Honda Elite tem o sistema de acionamento simultâneo CBS, que também é interessante, mas não evita o travamento da roda.

O painel de instrumentos de ambos é de LCD, 100% digital, embora cada um mantenha suas particularidades. Faróis de LED também são de série nos dois scooters. Mas o Yamaha Fluo tem duas conveniências que, acostumando- -se com elas, nota-se a falta no Honda Elite. São o sistema Smart Key, que aciona o sistema elétrico por aproximação, e o sistema Stop & Start, que desliga o motor em paradas rápidas (depende do ritmo de pilotagem: em tráfego urbano normal ele desliga em 1,5 segundo e, em tráfego mais intenso, ele desliga em 5 segundos).

Yamaha Fluo
Capacete fechado cabe melhor sob o banco do Yamaha Fluo

Por fim, detalhes menores, como o espaço mais adequado para um capacete fechado embaixo do banco do Yamaha Fluo do que no Honda Elite, ponto de energia de 12 volts no anteparo da Yamaha e acesso rápido ao bocal de abastecimento no Fluo (no Elite é necessário abrir o banco). Por outro lado, o Fluo não tem porta-objetos no anteparo, o que dificulta muito manter um celular carregando, mesmo com o ponto de força, pois ele teria que ser levado no bolso e ligado por um fio ao escudo.


PEDALEIRAS DE GARUPA

Lanterna do Elite em Y invertido tem piscas integrados à rabeta

Em um ponto é preciso destacar um detalhe excelente do Yamaha Fluo: as pedaleiras retráteis do garupa, reguláveis em duas posições de altura, que permitem um certo conforto para quem vai de carona. Em oposição, a (falta de) pedaleira para o garupa no Honda Elite transforma qualquer pequeno trajeto em um desafio para o caroneiro.


DESEMPENHO

Por fim, o desempenho. O motor do Yamaha Fluo desenvolve a potência de 9,5 cv a 8.000 rpm, com torque de 1,0 kgfm a 5.500 rpm, contra os 9,34 cv a 7.500 rpm e 1,05 kgfm a 6.000 rpm do motor de mesma cilindrada do Honda Elite (ambos têm 52,4 mm X 57,9 mm de diâmetro e curso, respectivamente). São valores muitíssimo parecidos, configurando um empate técnico, mas que não impedem que o Honda Elite reaja com melhor resposta ao acelerador do que o Fluo. Por outro lado, em velocidades mais elevadas (para um scooter urbano, bem entendido), o Yamaha Fluo funciona com maior suavidade e conforto dinâmico.

Honda Elite e Yamaha Fluo, dois scooters essencialmente práticos e versáteis, são as melhores ferramentas de locomoção para se movimentar em grandes cidades. A plataforma plana para os pés e o cavalete central confirmam esse atributo, em ambos. Com muito mais semelhanças do que diferenças, a única restrição para quem entra no notável mundo dos scooters compactos é evitar o uso em vias de grande velocidade, como as expressas e as autoestradas.



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