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O motociclismo e os E-sports

Atualizado: Ago 21

As competições não pararam: tornaram-se virtuais

Por: Carol Yada



Já se vão mais de cem dias de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus no Brasil. E por todo esse tempo de confinamento não houve nenhuma competição de moto no país? Claro que teve! Óbvio que não foram realizadas provas presenciais, com aglomeração, público e fora dos atuais protocolos de segurança e saúde. Pilotos, equipes, promotores de evento e até mesmo patrocinadores trocaram, por enquanto, o mundo real pelo mundo virtual.

Com as provas oficiais suspensas desde março em todo o Brasil, o jeito foi criar desafios alternativos e online. Teve campeonato off-road, on-road, além de outros tipos de disputas, como jogos de perguntas e respostas, inclusive com interação dos fãs. Todos, com cada competidor na sua casa. O objetivo dessas ações é gerar conteúdo e entretenimento para os aficionados pelo tema.

Quem diria que o videogame, usado para o lazer ou até mesmo para algum treinamento especial, virou ferramenta essencial do motociclismo nesse período. Mesmo com os olhos na tela e os dedos no controle remoto ou teclado, os pilotos afirmam que dá para sentir um friozinho na barriga e até mesmo um pouco de adrenalina durante a competição. Talvez não exatamente com a mesma intensidade que ocorre nos momentos que antecedem uma largada real, mas a sensação é também prazerosa.

Os e-sports, como são chamados os esportes eletrônicos, já deixaram de ser apenas uma brincadeira há um certo tempo e esse mercado movimenta mais de um bilhão de dólares em todo o mundo. Hoje, atraem um público muito jovem, principalmente no Brasil, que assiste assiduamente aos torneios. A crescente audiência fez com que os veículos especializados na cobertura esportiva incluíssem a editoria de games e e-sports em seus canais.

Os grandes campeonatos não envolvem esportes a motor. A maioria engloba disputas de batalhas, individuais ou em equipes, além do tradicional futebol. Por que não olhar com mais atenção para saber se é possível explorar esse universo dentro do segmento de duas rodas? Será que os e-sports podem ser uma ferramenta para atrair uma nova geração de fãs de motocross, enduro, motovelocidade e rally? Ficam as perguntas aos especialistas.

Enquanto as competições nas pistas e trilhas aos poucos começam a voltar lá fora, como nos Estados Unidos e Europa, por aqui a galera continua ansiosa e contando os dias para ouvir de verdade o barulho da aceleração das motos.

Carol Yada é jornalista, assessora de imprensa, produtora de conteúdo e coordenadora de eventos. Trabalha há 17 anos com competições e eventos motociclísticos e automobilísticos.

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