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Roger de Coster - The man

Por: Ricardo Couto

The man - O piloto belga inscreveu seu nome na história do motocross como o maio campeão de sua época.

Seu nome se confunde com a história do motocross. O piloto belga Roger De Coster dominou essa modalidade em nível internacional nos anos 70. Em 15 anos de carreira (de 1966 a 1980), ele obteve o número recorde de 36 vitórias e conquistou cinco títulos mundiais na classe de 500 cc (1971, 1972, 1973, 1975 e 1976) –em 1974 e 1977 foi vice-campeão. Além de integrar a equipe belga seis vezes vencedora do Motocross das Nações e dominar os torneios off road em seu país, arrebatou quatro Trans-AMA Motocross Championship e foi medalha de ouro no duríssimo torneio de enduro International Six Day Trial (em 1964), o mais tradicional evento off road do calendário da Federação Internacional

de Motociclismo (FIM). Com seis dias de duração e percurso de 1.250 milhas (quase 2.100 km), esta prova é disputada atualmente na Europa, Austrália e Américas por pilotos de 32 países e só perde em importância para o Rally Dakar. De Coster se destacou tanto no motocross de sua época que ficou conhecido como “The Man” (expressão que significa algo equivalente a “O Cara”, nos dias de hoje).

"The man" De Coster nasceu em 1944 (atualmente está com 72 anos) e começou a correr no off road aos 17 anos, com uma cinquentinha que comprara e que mantinha escondida de seu pai. Na segunda metade dos anos 60, sua carreira deu literalmente um salto. Curioso, observador e muito técnico, estudava o desempenho das motos e a forma de pilotar de seus rivais nas pistas. Em 1964, então com 19 anos, passou para a categoria 500 cc. Dois anos depois (1966) entrou na equipe da CZ (da então Tchecoslováquia), conquistou o título belga e, em 1967, começou a competir no campeonato mundial. Seu primeiro Grand Prix foi conquistado na Itália em 1968. No ano seguinte, ajudou a dar à Bélgica a sua primeira vitória no Motocross das Nações após um período de 18 anos, competição que venceria mais cinco vezes em equipe. Em 1971, De Coster deixou a CZ e foi para a Suzuki, onde obteve fama mundial. Em uma parceria de grande sucesso, sagrou-se pentacampeão e duas vezes vice mundial da categoria 500 cc, pilotando as máquinas da marca japonesa.

Do início até o fim da década de 1970, o corredor belga já havia se tornado o maior e mais respeitado piloto de motocross de sua época, hoje considerado um dos melhores de todos os tempos. Além de ganhar o campeonato mundial, ele ajudou a espalhar a cultura do esporte nos Estados Unidos, onde competiu na Trans-AMA Series, enfrentando os grandes rivais americanos e europeus. Venceu o torneio por quatro anos consecutivos (de 1974 a 1977), tornando-se uma figura admirada e popular também na América do Norte. No final da temporada de 1980 ele deixou o esporte, após vencer o GP de Luxemburgo de motocross na 500 cc pela Honda, válido para o Mundial da categoria.

Por seus feitos, o nome de De Coster é considerado uma das grandes legendas do off road. Após a aposentadoria das pistas, ele se mudou para os Estados Unidos e passou a dar consultoria e atuar no desenvolvimento de motos para os fabricantes. Foi chefe de equipe de motocross da Honda, onde ajudou a marca a conquistar vários campeonatos nos EUA.

Em 1996, voltou à Suzuki como manager do time japonês naquele país. Sob seu comando as duas marcas acumularam títulos do Campeonato Nacional da AMA, Campeonato das Nações e Supercross. Em 2011, assumiu a equipe Red Bull KTM, que comanda até hoje, acumulando títulos mundiais.

Em 1999, Roger De Coster entrou para o Hall da Fama do Motociclismo nos EUA.

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