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Yamaha NMax 160

Atualizado: Abr 29

A teoria da evolução: O Yamaha NMax 160, que já era muito bem conceituado no mercado, melhora ainda mais, com novos motor, chassi, suspensões, freios, painel e design!


Por: Eduardo Viotti



A Yamaha foi fundo na renovação de seu scooter mais vendido. O NMax 160 surge para 2021 inteiramente renovado: chassi, suspensões, motor e visual são novos, bastante modernos e ainda mais agradáveis e funcionais. O preço de R$ 14.990,00 (mais frete) em versão única de acabamento e especificações não inclui frete e é valor da época do lançamento. Com inflação de volta e dólar em ascensão, pode subir antes de se popularizar. No final de 2020 havia fila nas concessionárias para a aquisição do novo modelo. A garantia é de 4 anos.

Os scooters, outrora chamados de motonetas, estão dividindo com as motocicletas utilitárias e de serviço o espaço nas vias urbanas das cidades brasileiras. O fenômeno é recente. Quem o reinaugurou foi a Suzuki, em 2005, com o Burgman 125, modelo que caiu no gosto dos motociclistas brasileiros. Mas a marca não conseguiu manter a imagem conquistada e atualmente só vende motos de alta cilindrada. Antes do “burguiminha”, Lambretta e Vespa andaram por aqui (e houve mesmo algumas investidas japonesas meio erráticas), mas o Brasil não estava preparado para elas e suas rodas de menor diâmetro (continua esburacado…).

Hoje, o segmento de scooters é o que mais cresce –e mais rapidamente– no mercado de motociclos.




SEM DOR NAS COSTAS

Nossa experiência com o NMax aconteceu ao redor de um hotel de luxo em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. O percurso, de cerca de 70 km, foi levantado pelo jornalista Laner Azevedo, assessor da marca dos diapasões, e incluiu travessia urbana, rodoviária e até um longo trecho de paralelepípedo, piso que é tradicionalmente um desafio para os scooters em geral, pois, além das rodas de menor diâmetro, têm suspensões limitadas em curso e a postura de pilotagem sentada, com o peso sobre a coluna.

Vale dizer que o NMax 2021 saiu-se extremamente bem, chegando a empolgar nas curvinhas da estrada secundária. Além disso, superou com galhardia o desafio do piso de paralelepípedos.

Pudera: chassi e suspensões foram inteiramente reprojetados. No novo chassi, mais rígido que o anterior, a fixação do motor/balança traseira passou de uma posição sob a moto para cima do motor, ganhando em desempenho do trabalho da suspensão traseira. O motor é ligado ao quadro principal através de um link (biela desmultiplicadora do movimento) preso através de coxins de borracha. Isso reduz nítidamente o nível de vibrações finas no assento e guidão.

Ainda no quesito suspensões, ambas, dianteira e traseira, foram recalibradas. Os amortecedores traseiros têm curso de 90 mm e os dianteiros, de 100 mm.

As rodas de liga leve de alumínio (com 13 polegadas de diâmetro na frente e atrás) têm três raios em formato de Y largo, com seis pontos de apoio no aro e três no cubo. São bem mais leves que as da versão anterior do NMax.

Os pneus sem câmara têm boa largura, com 110 mm na dianteira e 130 mm na traseira. Ambos têm 70% de perfil.



ABS DE DOIS CANAIS

Um diferencial do NMax bem valorizado pelos seus consumidores é a adoção de freio ABS em ambas as rodas (é apenas na roda da frente em seu principal concorrente direto, o líder Honda PCX). Os dois freios têm igual diâmetro, mas o rotor dianteiro é mordido por pinças duplas. O disco traseiro é alicatado por um só pistão. O que importa de fato é que as frenagens são muito firmes e transmitem segurança.

As novidades vão além. O motor, por exemplo, chega com cilindro, cabeçote, pistão, válvulas, biela, virabrequim e carcaça redesenhados.

O sistema de refrigeração evoluiu. O novo motor ganhou 0,3 cv de potência máxima, passando de 15,1 cv para 15,4 cv a 8.000 rpm. Já o torque baixou um pouquinho, de 1,5 kgf.m a 6 mil giros para 1,4 “quilo” a 6,5 mil rotações. Os motores estão cada vez mais premidos pela necessidade de atender às crescentemente rigorosas normas antipoluição. Atendê-las e manter potência e torque é o desafio…

Esse motor de 155 cc tem comando das válvulas de admissão variável, que a fábrica chama de VVA (Variable Valve Actuation), fator determinante no ótimo desempenho do scooter. O cilindro ligeiramente deslocado permite maior amplitude do movimento da biela, mas reduz o impacto vibratório e o atrito, aumentando a durabilidade. Uma solução técnica criativa e funcional da engenharia.

O NMax também ganhou mais eletrônica: iluminação full LED; Smart Key, a chave chip remota que atua por proximidade o sistema Stop & Start, que desliga o motor após 1,5 segundo parado (é comutável) para economia e menor poluição e um painel LCD bastante completo, maior e com novo formato, quadrado em lugar do redondo. Incorpora relógio, consumo de combustível, carga da bateria, temperatura do motor, indicador de troca da correia da transmissão automática CVT etc. As funções são comandadas por um gatilho no punho esquerdo.

Todo o visual também é novo e mais agressivo e moderno. Em nosso curto test-drive, adoramos o novo NMax, que nos parece não só capaz de manter a boa imagem do modelo, como ampliá-la!



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