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Fat Boy 114

Atualizado: Abr 29

A Harley-Davidson Softail Fat Boy é um ícone do espírito norte-americano de pilotar motos. Celebrizada no cinema, ganhou as ruas com toda a força do motor 114


Por: Eduardo Viotti




A Fat Boy, garoto gordo em tradução literal, é um dos modelos de maior sucesso mundial da marca de motocicletas mais famosa do planeta, a norte- -americana Harley-Davidson. Além do estilo caprichado e do desempenho agressivo, ela deve parte dessa fama à sua heróica aparição no filme O Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2: Judgment Day), de 1991, com o ator Arnold Schwarzenegger ao guidão, na pele de um andróide protetor do herói, futuro salvador do mundo, ainda molecote.

A Harley-Davidson Fat Boy 114 continua impressionante e incorporou ao estilo icônico um bocado de tecnologia e engenharia mecânica de qualidade. O ex-governador da Califórnia ficaria orgulhoso das novas potencialidades do modelo que ajudou a celebrizar há 30 anos.

O nome Fat Boy derivaria, segundo fontes não oficiais e desautorizadas pelo fabricante, de uma combinação entre os nomes das duas bombas atômicas lançadas pelos EUAsobre o Japão ao final da 2ª Guerra Mundial, respectivamente Fat Man e Little Boy… Mas isso tem a maior cara de lenda urbana e a empresa refuta veementemente essa interpretação… Em termos de marketing, não faria mesmo nenhum sentido. O real significado é descrito a seguir.

A Fat Boy surgiu em 1989 como modelo 1990, fruto de um projeto dos lendários designers Willie G. Davidson e Louie Netz. O adjetivo fat é atribuído às todas as versões de motos custom (ou cruiser, como as chamam os norte-americanos)que têm pneus de largo diâmetro, especialmente na frente (com 160 mm, é o maior pneu dianteiro já montado em uma H-D). Daí o nome, acentuado pelas rechonchudas e anabolizadas proporções do modelo de 30 anos… Há outros casos na casa, como a também Softail Fat Bob.

Os tais pneus fat são montados em rodas fechadas, chamadas Lakester, maciças, que perderam os furos que tinham na versão anterior e ganharam relevos em formas de raios.

As rodas fechadas são uma das marcas visuais consagradas pelo modelo, ao lado da moldura de farol integrada às beer cans (latas de cerveja em tradução livre), as coberturas metálicas das bengalas. Nessa versão, de 2018, a Fat Boy perdeu as sobrancelhas (ou aspas) que ladeavam o farol. Mas o modelo mantém a aura de musculoso, entroncado, com guidão largo e postura de pilotagem ereta.

A linha Softail, à qual pertence a Fat Boy, foi inteiramente remodelada em 2018, ganhando novos chassi, motores, freios e acessórios de acabamento. A Fat Boy, ao contrário de algumas de suas irmãs de linha, continua abusando dos cromados acetinados (da mais alta qualidade, diga-se).



A dirigibilidade dessa família de suspensão traseira monoamortecida evoluiu muito então. A Fat Boy, especificamente sofre um pouco no slalon por causa dos pneus muito largos, especialmente o exagerado 240 traseiro, que exige um bocado de força de vontade (e muscular) para manter a moto na trajetória em curvas de alta velocidade. Concessões da dirigibilidade ao estilo… Mesmo nas curvas de baixa, os 24 cm de banda de rodagem atrás proporcionam um desempenho meio “viril” , com o modelo resistindo a inclinar-se –e então tombando de uma vez. Se você tiver uma moto dessas, vai se acostumar rapidamente, mas para quem chega é bem diferente. Em compensação, as frenagens são excepcionais, graças não só à vasta área de contato com o chão, mas também aos discos de freio, um na frente e um atrás. O dianteiro é alicatado por pinças quádruplas de fixação axial e o traseiro, por pinças de dois pistões.

O motor V2 Milwaukee-Eight (referência às 8 válvulas e à terra natal da Harley) 114 é dos

mais agradáveis da marca. Balanceiros no virabrequim reduzem as vibrações dos cilindros gêmeos a 45 graus, parafusados diretamente ao quadro. O desempenho em acelerações é brutal.

A marca não divulga a potência, mas o torque de 15,8 kgf.m a 3.000 giros é de dar torcicolo. Em saídas de farol e retomadas, não tem para ninguém… Além disso, esse V- -Twin de quase 1,9 litro soa como música aos ouvidos de um amante das custom, com sua batida grave e compassada.

A iluminação é em LEDs e o farol parece o de uma locomotiva de tão forte, com design bem atual, quadrado por fora e redondo por dentro. O painel, sobre o tanque e com a tradicional barra que o liga ao assento, é um mostrador redondo com velocímetro analógico e um pequeno LCD com várias informações, além de luzes-espia. Como em toda moto custom, exige que o motociclista abaixe o queixo até o peito para a visualização, o que se torna desconfortáve em um mundo polvilhado de radares.

A Fat Boy tem preços de 91,9 mil (preta) a 93,6 mil reais, dependendo da pintura. A versão que avaliamos estava garbosa em dois tons, com uma linda pin-stripe vermelha a definir a divisão saia & blusa. Puro estilo. A Fat ainda é um ícone e cada vez encanta mais, com melhor desempenho.



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