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Fazer 250

Urbana ágil e econômica - A classe quarto-de-litro é bem cuidada pela Yamaha, e a Fazer 250 mantém íntegras a atualidade e o bom desempenho desde o lançamento em 2017



A Yamaha Fazer 250 é o resultado de um projeto global, com participação dos departamentos de engenharia da Yamaha Índia (onde é chamada de FZ-25 e tem um para-lama adicional junto à roda traseira), Japão e Brasil. A sigla FZ-25 pode ser encontrada também na versão brasileira, abaixo do nome Fazer na aleta lateral do motor. A média cilindrada da marca japonesa revela sofisticação de projeto mecânico e de design, ABS de dois canais (nesta faixa de cilindrada é possível por lei adotar o equipamento em apenas uma das rodas…), luzes em LED (à exceção dos piscas), painel completo.

O maior impacto vem do design, bem moderno e atraente, com a sugestão de maior cilindrada e sofisticação. Apesar de lançada em 2017, mantém intacta a atualidade de suas linhas e soluções estéticas. A quarto-de-litro impressiona pelo porte e parece ter maior cilindrada.

Carenagens, tanque, rabeta e banco (em dois níveis, muito confortável e elegante) transpiram esportividade e a combinação de cor –vermelha no caso da unidade avaliada– com elementos em prata nas aletas dianteiras e nas laterais destaca o desenho e confere sofi sticação.

A ponteira de escape, curta e encorpada, com um protetor de pernas também em prata, é muito feliz também em suas formas. O novo sistema de escape também possibilitou um ronco grave e austero.

MOTOR FLEX

O motor monocilíndrico refrigerado a ar é flex, usando gasolina, álcool ou qualquer proporção da mistura entre esses dois combustíveis. Tem comando único de válvulas no cabeçote, duas válvulas e desenvolve 21,3 cv de potência máxima a 8.000 rpm quando queima gasolina. Usando álcool, tem um pingo de potência a mais, alcançando 21,5 cv à mesma faixa de rotações. O torque máximo é de 2,1 kgf.m a 6.500 rpm com ambos os combustíveis, entregue em gama ampla de giros. Prefira usar álcool: é menos poluente e carboniza menos o motor.

As rodas de liga de alumínio têm dez raios finos, em forma de V. O pneu traseiro 140/70-17 encorpa o modelo e passa a impressão de tratar-se de moto de maior cilindrada. Mas a Fazer 250 não é grande: o assento fica a 79 cm do solo e o vão livre do solo é de 16 cm.

COMPUTADOR DE BORDO

O painel em LCD com conta-giros de fita na parte superior e além dos odômetros de praxe, informa cálculo de consumo instantâneo e a média de consumo de combustível, o que é excepcionalmente útil. O velocímetro é digital e não iria mal a informação de marcha em uso.



O chassi tubular de aço é ao estilo diamante, concepção que integra o motor à estrutura. O quadro tem ótima rigidez estrutural e robustez, além de permitir curvas de alta sem torções desagradáveis. Seu peso em ordem de marcha é de 149 kg, um quilo a menos que a concorrente Honda CB Twister: seu peso a seco é de 136 kg contra 137 kg da rival.

A suspensão dianteira monta um garfo de 41 mm de diâmetro, o que contribui bastante para a aparência de maior robustez e porte geral da Fazer 250. O curso na roda dianteira é de 130 mm, suficiente para o tipo de uso a que a moto é submetida no Brasil. Atrás, o curso é de 120 mm, com 7 possibilidades de ajuste da pré-carga da mola do conjunto de monoamortecimento traseiro, para que se adeque ao peso do condutor ou à carga.

O banco é duplo, em dois estágios de altura, para possibilitar ao passageiro a visão da estrada sobre os ombros do piloto e, ao mesmo tempo, servir de apoio para o motociclista. Essa arquitetura também enriquece o design e contribui para o visual moderno e esportivo. Forma um cockpit de excelente posicionamento na estrada, junto com as pedaleiras recuadas e o guidão alto.

O farol dianteiro da Fazer 250 é em LED e amplia consideravelmente o facho de iluminação, como tivemos oportunidade de testar em trechos noturnos da avaliação. A lanterna traseira também adota os diodos emissores de luz, mais eficientes e que consomem menos energia.

O preço é de R$ 17.190,00, mais frete. A rival direta Honda CB Twister com ABS (há a versão com CBS apenas) custa R$ 16.114,00, mais frete.

Pilotamos a FZ-25 em diversas condições, em estradas sinuosas, em auto-estradas e nas inevitáveis incursões no trânsito pesado da metrópole paulistana. A impressão geral é de um modelo extremamente bem resolvido para uso urbano e viagens de fim de semana –ou até mais longe, quem sabe? Dá para fazer uma média ao redor dos 30 km por litro de gasolina (ela é flex) e mesmo após algumas horas ao guidão a postura é relaxante e não cansa.

A FZ-25 surge como uma excelente opção para deslocamento diário – o que em inglês se chama commuting.


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