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Honda X-ADV 750

Atualizado: Mai 17

Mistura Fina - Verdadeira crossover, a X-ADV 750 tem pegada de scooter e potencial de motocicleta. Confortável na estrada, é econômica e valente!


Por: Gabriel Marazzi


Scooter Honda X-ADV 750 fazendo curva
Estabilidade excelente em alta com os novos ajustes de suspensão e controle de tração

Todos gostam de um scooter. Isso é fato, desde que esse simpático e versátil veículo mostrou as suas virtudes para enfrentar as cada vez mais compli - cadas tarefas corriqueiras de deslocamento urbano. Antes disso, o scooter, muitas vezes simplificadamente chamado de motoneta, era visto com muitas restrições.

Para corroborar a afirmação acima, vemos que atualmente até os mais radicais defensores das “motos de macho”, gajos que sempre desfilaram com suas poderosas motocicletas, no tamanho ou na potência, sucumbiram ao scooter como segundo veículo de duas rodas, para tarefas, digamos assim, menos “dignificantes”.

Até que a Honda apostou em um lance inovador. Ao apresentar o novo modelo no Salão de Milão de 2016, ainda apenas como conceito, imediatamente a reação do público mostrou que o Honda X-ADV seria um sucesso. Tanto é que, já no ano seguinte, a versão final foi lançada.

Nesse mesmo ano, o X-ADV foi mostrado aos brasileiros, no Salão Duas Rodas, e a reação foi a mesma. Assim, desde 2018, a mistura de scooter com motocicleta se tornou objeto de grande desejo. Mas por que “mistura”?

Scooter Honda X ADV 750
O X-ADV tem motor biclíndrico de 750 cc e 54,8 cv de potência

CROSSOVER

Da mesma forma que o mercado dos automóveis se apro - priou do termo “crossover”, que significa, em uma tradução livre, “mistura” – foi quando os carros passaram a ter carac - terísticas mistas de passeio e utilitários –, a própria Honda já se referiu dessa forma ao X-ADV. É chamado, também de “maxiscooter”, segmento que reúne scooteres de grande po - tência e cilindrada.

Scooter Honda X-ADV 750 Traseira
Banco inteiriço com duas cores e duas alturas, muito confortável

A mistura no Honda X-ADV está na fiel aparência de um scooter com algumas características mecânica de uma motocicleta. O que define um scooter é o motor bem recuado, acoplado à roda traseira pela transmissão, geralmente um CVT de correia e polias variáveis, o que não existe no X-ADV. Seu motor fica na posição convencional das motos, o câmbio é de moto (apesar de ter mudanças automáticas) e a transmissão secundária é por corrente.

Um bom exemplo dentro da própria marca é a Honda NC 750X, considerada uma motocicleta, apesar de ter algumas características comuns aos scooters, como o tanque embaixo do banco e um porta-capacetes no lugar do tanque de combustível. Não por acaso, a NC 750X compartilha o motor da Honda X-ADV e, em breve também terá a mesma transmissão automática DCT.

Frente da Honda X-ADV 750 scooter
Linhas angulosas de muita personalidade

Do ponto de vista estético, no entanto, e também prático, o Honda X-ADV é considerado um scooter, graças ao estilo inconfundível desse tipo de veículo e suas características peculiares, como mecânica escondida sob carenagens, tanque de combustível embaixo do assento e compartimento para capacete.

Essa discussão sobre o que é e o que não é o Honda X-ADV, no final das contas, não tem tanta relevância, uma vez que mais interessa o veículo e suas possibilidades do que a nomenclatura. Além do ineditismo visual – que agrada por onde passa –, o X-ADV conta com conforto e desempenho de sobra, graças ao motor bicilíndrico de 745 cc e 54,8 cv e seu excelente sistema de transmissão DCT, com trocas de marchas manuais ou automáticas.

Mesmo quem, inicialmente, torceu o nariz para o Honda X-ADV, por não ter uma definição precisa, precisa apenas de alguns momentos de pilotagem para deixar de lado os convencionalismos e tornar-se fã do modelo. Com o motor ligado, sem precisar girar a chave, um botão no punho direito engata a transmissão DCT no modo “D”. Aí basta acelerar. E com cuidado, pois o arranque é forte. Nesse modo as seis marchas vão sendo trocadas automaticamente.

Mais um toque no mesmo botão e o modo vai para “S”, de trocas esportivas. Esse modo faz com que a rotação do motor suba um pouco mais antes de trocar de marcha, com três opções de rotação de troca. Há ainda o modo manual, no qual as marchas são trocadas por botões no punho esquerdo, no momento em que o piloto desejar.


CONTROLE DE TRAÇÃO

Scooter Honda XADV 750 na estrada
Postura sentada típica de scooters

A atual versão do Honda X-ADV incorpora, além da nova cor vermelha, o controle de tração, que fez falta na versão de lançamento. O HSTC – Honda Selectable Traction Control – tem três níveis de interferência: com muita atuação, pouca atuação e desligado.

Há ainda uma função “G” que, acionada, permite utilizar o controle de tração em situações fora de estrada, modificando o comportamento da embreagem nas trocas de marchas e reduzindo o destracionamento.

A dualidade do Honda X-ADV é o seu maior trunfo. Concebido para diversão, principalmente no fora de estrada, sua característica de scooter poderia limitar os movimentos do piloto, como no caso de pilotar de pé, para aumentar o controle direcional e abaixar o centro de gravidade do conjunto. Realmente, as plataformas em ambos os lados do veículo dificultam essa prática. Mas existe um acessório que pode ser instalado nas laterais: trata-se de um par de pedaleiras como as de uma motocicleta trail, situadas mais para trás e mais para fora do veículo.

Painel do Honda X-ADV 750 scooter aventureiro
LCD bem posicionado, com elevado nível de informação

Também como acessórios originais, estão disponíveis um protetor de carenagem e um bauleto de alumínio, ambos possíveis de serem instalados sem necessidade de adaptação. O painel de instrumentos, de LCD monocromático, tem muitas funções, incluindo o computador de bordo, e é de fácil manuseio e leitura. O para-brisa é ajustável em cinco posições de altura.



BOM DE ESTRADA

O comportamento do Honda X-ADV na estrada é uma ótima surpresa. Com potência suficiente para manter uma boa velocidades de cruzeiro, o torque em baixas rotações garante retomadas seguras, para ultrapassagens, por exemplo, contando com o desempenho do câmbio DCT.

Na cidade, o Honda X-ADV é um tanto pesado e alto, mas ainda assim é prático e versátil. E, da mesma forma que na estrada, divertido. Não tem a mesma agilidade de um scooter pequeno, mas circula bem em situações de trânsito congestionado. A maior preocupação no uso urbano, como é o caso da cidade de São Paulo, cheia de radares e controladores de velocidade, é se manter abaixo da velocidade legal, que, neste caso, pode ser de 40 ou de 50 km/h. Tarefa ingrata, uma vez que qualquer acelerada, acompanhada de um ronco gostoso e de prazerosas trocas de marchas, faz passar, e muito, desses limites.

Por fim, o único problema do Honda X-ADV: o preço. Produzido na Itália e sujeito aos caprichos do câmbio internacional, além de uma enorme carga de impostos, o Honda X-ADV custa R$ 71.040. O baú original de alumínio custa mais R$ 5.345 e o protetor de carenagem R$ 2.920.

Ficha Técnica Honda X-ADV 750 2021

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