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Kawasaki Ninja 650

Esporte fino - A Kawasaki Ninja 650 chega em nova versão com novo design, ergonomia e chassi, prometendo estilo de competição e versatilidade de uso


Por: Eduardo Viotti


Kawasaki Ninja 650 2022
Boa posição de pilotagem: entre esportiva e touring

A Kawasaki Ninja 650 é uma motocicleta para quem gosta de esportividade –tanto no estilo quanto na pilotagem–, mas também precisa de um veículo relativamente prático, com características de uso urbano, boa autonomia, consumo equilibrado e tecnologia de ponta.

Frente da Kawasaki Ninja 650
Design elegante e esportivo

O modelo, um dos últimos lançamentos da marca verde, realmente consegue reunir características de esporte com as de uma moto de uso cotidiano, o que é uma difícil proeza.

Em relação à versão anterior, aquela derivada da ER-6n que tinha o monoamortecedor exposta na lateral, a Ninja 650 emagreceu 19,5 kg, o que é bastante expressivo. Contribuíram para isso o novo chassi de treliça de aço, a balança traseira oca de liga de alumínio, rodas e motor.

O monoamortecedor lateral foi substituído por um amortecedor posicionado na horizontal ligado por link de triangulação à balança assimétrica. A Ninja 650 também mudou bastante em termos de motor, freios e design, com uma carenagem integral mais moderna e angulosa, fiel aos princípios do Sugomi, o estilo agressivo e atraente da marca.


MOTOR

Motor da Kawasaki Ninja 650
Escape sob a moto baixa o centro de gravidade: estável

O inline twin de 649 cc com refrigeração líquida e duplo comando para as 4 válvulas por cilindro foi ajustado para melhor desempenho em médias e baixas rotações, as mais utilizadas em uma condução fora das pistas de competição. O sistema de injeção também recebeu novos bicos para maior precisão na injeção de combustível e a caixa do filtro de ar foi redesenhada. O escapamento também foi reprojetado, bem como os corpos de aceleração, que diminuíram de diâmetro. A ideia aqui foi elevar as prestações nas faixas de giro mais úteis e reduzir consumo –além de atender às cada vez mais rigorosas normas antipoluição.

A potência de 68 cv a 8.000 rpm é mais que suficiente para um desempenho de tirar o fôlego. Mas o torque, de 6,7 quilogramas-força-metro a 6.500 giros é ainda mais agradável, generoso e disponível desde os primeiros momentos.


ESTILO E PAINEL

Painel da Kawasaki Ninja 650
Painel TFT inclui telemetria e computador de bordo

Nessa nova versão, a Ninja 650 ganha uma nova carenagem, que a aproxima visualmente da ZX-10R, a moto que causa no Mundial de Superbike. A nova carenagem traz uma entrada de ar na dianteira, sobre os faróis e bolha mais aerodinâmica. As luzes são em LED, exceto pelos piscas.

Apesar da aparência puramente esportiva, a ergonomia da versão é adequada a uso diário e viagens, sem forçar demasiadamente o peso do tronco sobre os punhos. Os semiguidões são fixados sobre a mesa e unidos ali entre si. Na versdade trata-se de um guidão ao estilo “morceguinho” que simula dois semiguidões. Não é muito baixo e permite simultaneamente uma viagem de muitas horas com as costas retas e uma tocada de pista em um track day.

Cockpit da Kawasaki Ninja 650
Rabeta afilada sem alças de apoio, e cockpit acinturado

O cockpit também evoluiu sensivelmente. O tanque de combustível ficou mais estreito na linha de cintura, permitindo uma movimentação mais livre do piloto, e os bancos foram reformulados. Ganharam espuma mais espessa: 5 mm a mais no centro do assento e 10 mm nas laterais. Ele fica a gentis 79 cm do solo, permitindo a pilotagem por motociclistas de qualquer tamanho. A ergonomia é boa, mas a garupa é só para passeios e viagens curtas.

O painel é um importante diferencial na cilindrada e faixa de preço. Uma tela TFT colorida de 4,3 polegadas com cor de fundo selecionável e sensor de luz ambiente permite a conexão com o smartphone do piloto através do aplicativo Kawasaki Rideology, via Bluetooth. O nível de informação é elevado e é possível acompanhar dados de pilotagem e telemetria, como consumo instantâneo e médio; autonomia restante; velocidade média no trecho; tempo transcorrido no trecho; relógio, temperatura do líquido do radiador e do óleo; voltagem, agenda de manutenção, entrada de email e chamadas do celular e outras coisinhas mais… Dá, por exemplo, para ter acesso ao histórico da moto e arquivos de dados de pilotagem, conferir velocidade, marcha usada e rotações empregadas em um ponto da pista, além de aceleração, frenagem e força G (lateral). Impressionante!



MANEABILIDADE

Frente da Ninja 650 da Kawasaki
Na estrada, boa ergonomia e conforto para longas permanências

Nós não chegamos a pilotá-la em uma pista de corridas, mas procuramos curvas deliciosas nas estradas da redondeza para aproveitar o máximo dessa Ninja de temperamento social. As suspensões Kayaba, convencionais sem regulagem na dianteira e com 5 regulagens de pré-carga na traseira, cumprem bem o combinado, e os pneus Dunlop Sportmax Roadsport 2 dão conta do recado.

A geometria da direção foi aprimorada, com o ângulo de inclinação aumentado em um grau e o ângulo de cáster mais fechado, o que melhorou muito a maneabilidade.

O câmbio mostrou-se perfeito, macio, preciso e justo, uma marcha após outra, sem “furos”. Embreagem deslizante –evita travamento da roda traseira– e assistida é ótima.

A Ninja 650 freia muito bem com seus dois grandes discos dianteiros mordidos por pinças duplas de fixação axial. O ABS, moderno, é pouco intrusivo e transmite segurança.

Opção excelente para quem aprecia as sportbikes com carenagem integral, a Ninja 650 é opção equilibrada.

Ficha técnica Kawasaki Ninja 650 2022

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