Lambretta

Por: Ricardo Couto
A motoneta italiana que virou sinônimo de scooter –e até uma família de letras, foi produzida por 50 anos em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, e em uma infinidade de modelos bem diferentes. Viva a Lambretta!

Praticamente ao mesmo tempo em que despontavam em nossas ruas as primeiras motos importadas de grande porte, como Norton, Harley e Indian, surgia nos anos 50 no Brasil a ágil e prática motoneta Lambretta, de origem italiana (leia mais sobre a história do scooter no box). O modelo começou a ser fabricado por aqui em 1955 e logo ganharia a concorrência da Vespa, de conceito e projeto similares, e também produzida em solo brasileiro àquela época.
A Lambretta, segundo relatos e documentos de então, foi a primeira fábrica de veículos automotores no Brasil, antes dos automóveis –só um ano depois, em 1956, começaria a ser montado em Santa Bárbara do Oeste o microcarro Romi- -Isetta (para quem não conhece, um quadriciclo com cabine, também movido com motor de motoneta), outro design italiano, seguido pelas peruas DKW Vemaguet e VW Kombi.
Sob licença da fabricante original italiana Innocenti, a produção da Lambretta do Brasil S.A. teve início no bairro da Lapa, em São Paulo, seguindo o rastro da moda mundial das motonetas (scooter, na língua portuguesa), que se tornaram uma febre internacional entre os jovens daquela época. Entre 1958 e 1960, pico da comercialização da marca no país, foram produzidas 50 mil unidades por ano da Lambretta.
Com preço acessível, baixo consumo e manutenção simples, a Lambretta tinha como destaques a praticidade, boa maneabilidade, posição de pilotagem confortável (permitia apoiar os pés sobre o assoalho) e estepe. Além desses atributos,oferecia boa estabilidade, devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor posicionado praticamente ao nível do eixo traseiro. O motor de dois tempos, refrigerado a ar, tinha bom arrefecimento até em marcha lenta, devido à eficiente circulação do ar oferecida por uma ventoinha.
Os primeiros modelos a alcançar as ruas brasileiras foram o LD (Luxo) e a D (standard, sem carenagem), com motores 2T de 150 cc, de cerca de 6 cv e câmbio manual de 3 marchas.
A partir de 1960 veio o modelo LI, que trazia uma série de mudanças em relação à versão anterior: corrente em vez de eixo-cardã, câmbio de 4 marchas e pneus de aro de 10 polegadas, além de outras novidades. Por fora, as alterações mais marcantes foram a transferência do farol fixo do eixo central das bengalas para o guidão. A marca também lançaria o Lambrecar, um triciclo com cabine (no estilo furgão de carga) e motor de 175 cc derivado da Lambretta.

Em 1964, chegaria uma versão mais moderna e potente, o modelo X, com motor de 175 cc, quando a marca passaria, então, a se chamar Pasco Lambretta, abreviatura de Pascowitch, em alusão ao sobrenome do proprietário da empresa.
Seis anos depois, em 1970, a razão social mudaria para Brumana & Pugliesi. A fábrica era, então, transferida para instalações mais amplas na via Anhanguera, em São Paulo. Numa tentativa de melhorar a sua participação no mercado, em 1971 a empresa lançaria a Xispa, que imitava o design de uma moto –em ascensão na preferência dos jovens– com peças de motoneta, projeto e componentes nacionais, nas versões de 150 cc e 175 cc –foi produzida até 1979.
A Lambretta LI evoluiu para o modelo Cynthia, lançado em 1973 com opções de motores de 150 cc e 175 cc. Ao mesmo tempo, era lançada a MS150, com para-lama dianteiro mais esguio, carenagem mais estreita que a primeira e com as tampas laterais mais curtas, logo apelidadas de “minissaias”.
Em 1976, a Brumana Pugliese (BP) anunciava o ciclomotor Pônei, que utilizava componentes da Xispa e motor de 50 cc, inicialmente Minarelli italiano e depois Zanella argentino, que ficou em linha até 1980, concorrendo com as Mobylette.
Com a fabricação das primeiras motocicletas japonesas no Brasil, a concorrência se intensificou. O lançamento das motos nacionais da Yamaha e da Honda, entre 1975 (RD 50) e 1976 (CG 125), selou o destino da BP. Abalada pelo apelo tecnológico das rivais nipônicas, a fábrica parou de produzir a Lambretta em sua concepção original –mas o nome continuou a ser utilizado em outros produtos da empresa.

Como última cartada, em 1979, a Brumana Pugliese lançou a Lambretta BR Tork (uma sutil evolução da Xispa), nas versões 125 cc e 150 cc, voltadas para o segmento de modelos populares com preços acessíveis.
Em 1978, a fábrica havia lançado a Tork 5, um projeto de motocicleta de 125 cc, mas que não contou com boa receptividade do consumidor brasileiro. Tentando se manter no mercado, a empresa lançou em 1981 a trail Tork C, também malsucedida. Trazia mecânica Minarelli e posteriormente Zanella, com motor 2T e câmbio de 5 marchas. Após acumular tantos insucessos, a Brumana Pugliese faliu em 1982.
Atualmente, um cover da Lambretta é comercializado no Brasil pela Motorino de Curitiba, que importa da China uma releitura: a Velvet Prima Edizione America.
50 ANOS EM PRODUÇÃO: DE 1947 A 1997
A história da Lambretta é similar à de algumas marcas europeias do pós-Segunda Guerra, que no esforço de reconstrução nacional tiveram que desenvolver veículos simples e acessíveis, compatíveis com a fragilizada economia e a baixa renda da população.
Após o conflito, na Itália, Ferdinando Innocenti enfrentou o trabalho da recuperação de sua fábrica de tubos de aço, situada em Lambratte (daí a origem do nome Lambretta), na região de Milão, que havia sido reduzida a escombros. Ele percebeu que as necessidades básicas para reerguer o país eram iniciar a produção de equipamento industrial e maquinaria pesada e prover a população de um meio de transporte barato. Ferdinando se uniu, então, ao engenheiro Pierluigi Torre e ambos projetaram um veículo de baixo custo de produção e de manutenção, que oferecia uma proteção melhor do que as motocicletas para enfrentar as variações climáticas europeias: chuva, frio ou neve. O projeto e o design dos primeiros protótipos foram baseados no scooter de guerra americano Cushman, que era lançado de para-quedas para auxiliar as tropas aliadas em terra, na Europa. Inspirado nessa robusta concepção militar, o modelo evoluiu para uma versão leve, prática e ágil.

A produção da Lambretta começou em 1947 na Itália, após um ano de
desenvolvimento e testes – na mesma época, a empresa lançou o microcarro Innocenti. A primeira Lambretta de série recebeu o nome de 125M, e tinha motor dois tempos de um cilindro, com 125 cc, 4,1 cv e câmbio de três marchas. Atingia 65 km/h e era capaz de fazer mais de 30 km com um litro de gasolina, um forte argumento de venda diante da escassez de combustível pós-guerra.
Com o aumento de renda da população e a maior demanda por automóveis nos anos 70, a Lambretta foi perdendo espaço na Europa. A partir de 1972, a Scooters India Limited (SIL) comprou os direitos e maquinários da motoneta da Innocenti e, em 1975, começou a produzi-la com os nomes de Super Vijai para o mercado local e de Lambretta para exportação. Logo, a empresa indiana lançou o modelo Vikram, um triciclo derivado do furgão Lambro italiano.
Depois de vender a licença do modelo para vários países, em 1984 a Innocenti encerrou a produção da Lambretta na Itália. Em 1997, a SIL tirou de linha a motoneta indiana para se concentrar apenas no triciclo. A marca italiana foi então adquirida por uma rede inglesa de roupas e acessórios, hoje representada
pela Lambretta Consortium, que detém os direitos sobre o nome.
A Lambretta foi produzida sob licença em vários países: pela Fenwick na França; NSU na Alemanha; Serveta na Espanha; API na Índia; Yulon em Taiwan; Pasco no Brasil; Auteco na Colômbia e Siambretta na Argentina.





H19 nhìn khá nhẹ mắt, kiểu không cần mất nhiều thời gian để hiểu trang đang sắp xếp những gì. Mình vốn thích giao diện gọn gàng hơn là mở lên thấy chỗ nào cũng chen chữ, nên cách trình bày đơn giản ở đây khá hợp gu. Các nhóm nội dung tách riêng cũng tiện, muốn xem phần nào thì nhìn một lượt là biết hướng tìm, đỡ phải kéo lên kéo xuống đoán xem mình vừa bỏ qua ở đâu. Mình không để ý quá sâu từng mục, chỉ thấy phần bố cục như vậy dễ làm quen hơn. Không cần trang trí cầu kỳ lắm, có khoảng cách giữa các phần là đã dễ nhìn rồi. Giao…
nhà cái nk88 có mấy tiêu đề tách riêng từng phần nên mình nhìn qua là biết đoạn nào đang nói chuyện gì, không phải đọc hết từ đầu mới tìm được chỗ cần xem. Bình thường gặp trang nhiều chữ là mình dễ lướt qua luôn, nhưng kiểu chia đoạn như này thì đỡ bị ngợp hơn chút. Mình chủ yếu xem phần giới thiệu rồi kéo xuống chỗ thông tin ứng dụng di động, chưa tải hay dùng thử nên cũng không có gì để nói về trải nghiệm trên điện thoại. Có điều, để phần ứng dụng thành một mục riêng như vậy khá tiện cho người chỉ muốn tìm hiểu sơ như mình, đọc tới đâu…
nhà cái kkwin dạo này mình thấy có người nhắc tới khi nói về các nền tảng giải trí trực tuyến nên cũng thử mở vào xem cách họ bố trí giao diện ra sao. Mình không đi sâu vào nội dung hay từng trò cụ thể, mà chủ yếu quan sát cách các chuyên mục được phân chia trên trang và cách thông tin hiển thị cho người dùng. Nhìn tổng thể thì các khu như thể thao, casino, game bài hay slot thường được sắp xếp theo từng nhóm khá rõ, hiển thị dạng khối và danh sách nên lướt qua cũng dễ theo dõi. Các bảng dữ liệu được trình bày dạng cột khá gọn, giúp quan…
32win nhìn khá gọn, kiểu không phải vừa mở lên là bị ngợp bởi quá nhiều thứ chen nhau. Mình thích những trang để nội dung có khoảng thở một chút, vì đọc lướt cũng đỡ mỏi mắt hơn. Cách trình bày ở đây khá hợp với gu đó, đơn giản nhưng không có cảm giác sơ sài. Với mình, một trang dễ nhìn ngay từ đầu vẫn dễ chịu hơn là phải mất công làm quen xem mục nào nằm ở đâu. Có thêm giao diện dùng được trên cả điện thoại lẫn máy tính cũng tiện, không bị bó buộc vào một thiết bị. Mình chỉ để ý mấy điểm cơ bản như vậy thôi, chứ không tìm…
https://thoitiethomnay.org/dong-thap/3-ngay-toi/ mình ghé vô coi thử vì đang tính lịch mấy bữa tới ở Đồng Tháp, tưởng đâu rối rắm mà hóa ra nhìn khá nhẹ mắt. Mình không có ngồi đọc hết từng dòng, chỉ cần kiểu lướt nhanh là biết ngày nào dễ mưa hay nóng hơn. Phần dự báo 3 ngày tới họ để thông tin khá rõ, có nhiệt độ ngày/đêm với xác suất mưa nên khỏi phải đoán mò. Cái mình thích là họ ghi thời điểm cập nhật dữ liệu rất cụ thể (giờ phút luôn), nên cảm giác tin hơn mấy trang chỉ ghi “mới cập nhật”. Kéo xuống dưới cũng không bị loạn, các khối nội dung chia theo tiêu đề, và…