Lambretta
- Moto Premium

- 31 de mai. de 2020
- 5 min de leitura
Por: Ricardo Couto
A motoneta italiana que virou sinônimo de scooter –e até uma família de letras, foi produzida por 50 anos em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, e em uma infinidade de modelos bem diferentes. Viva a Lambretta!

Praticamente ao mesmo tempo em que despontavam em nossas ruas as primeiras motos importadas de grande porte, como Norton, Harley e Indian, surgia nos anos 50 no Brasil a ágil e prática motoneta Lambretta, de origem italiana (leia mais sobre a história do scooter no box). O modelo começou a ser fabricado por aqui em 1955 e logo ganharia a concorrência da Vespa, de conceito e projeto similares, e também produzida em solo brasileiro àquela época.
A Lambretta, segundo relatos e documentos de então, foi a primeira fábrica de veículos automotores no Brasil, antes dos automóveis –só um ano depois, em 1956, começaria a ser montado em Santa Bárbara do Oeste o microcarro Romi- -Isetta (para quem não conhece, um quadriciclo com cabine, também movido com motor de motoneta), outro design italiano, seguido pelas peruas DKW Vemaguet e VW Kombi.
Sob licença da fabricante original italiana Innocenti, a produção da Lambretta do Brasil S.A. teve início no bairro da Lapa, em São Paulo, seguindo o rastro da moda mundial das motonetas (scooter, na língua portuguesa), que se tornaram uma febre internacional entre os jovens daquela época. Entre 1958 e 1960, pico da comercialização da marca no país, foram produzidas 50 mil unidades por ano da Lambretta.
Com preço acessível, baixo consumo e manutenção simples, a Lambretta tinha como destaques a praticidade, boa maneabilidade, posição de pilotagem confortável (permitia apoiar os pés sobre o assoalho) e estepe. Além desses atributos,oferecia boa estabilidade, devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor posicionado praticamente ao nível do eixo traseiro. O motor de dois tempos, refrigerado a ar, tinha bom arrefecimento até em marcha lenta, devido à eficiente circulação do ar oferecida por uma ventoinha.
Os primeiros modelos a alcançar as ruas brasileiras foram o LD (Luxo) e a D (standard, sem carenagem), com motores 2T de 150 cc, de cerca de 6 cv e câmbio manual de 3 marchas.
A partir de 1960 veio o modelo LI, que trazia uma série de mudanças em relação à versão anterior: corrente em vez de eixo-cardã, câmbio de 4 marchas e pneus de aro de 10 polegadas, além de outras novidades. Por fora, as alterações mais marcantes foram a transferência do farol fixo do eixo central das bengalas para o guidão. A marca também lançaria o Lambrecar, um triciclo com cabine (no estilo furgão de carga) e motor de 175 cc derivado da Lambretta.

Em 1964, chegaria uma versão mais moderna e potente, o modelo X, com motor de 175 cc, quando a marca passaria, então, a se chamar Pasco Lambretta, abreviatura de Pascowitch, em alusão ao sobrenome do proprietário da empresa.
Seis anos depois, em 1970, a razão social mudaria para Brumana & Pugliesi. A fábrica era, então, transferida para instalações mais amplas na via Anhanguera, em São Paulo. Numa tentativa de melhorar a sua participação no mercado, em 1971 a empresa lançaria a Xispa, que imitava o design de uma moto –em ascensão na preferência dos jovens– com peças de motoneta, projeto e componentes nacionais, nas versões de 150 cc e 175 cc –foi produzida até 1979.
A Lambretta LI evoluiu para o modelo Cynthia, lançado em 1973 com opções de motores de 150 cc e 175 cc. Ao mesmo tempo, era lançada a MS150, com para-lama dianteiro mais esguio, carenagem mais estreita que a primeira e com as tampas laterais mais curtas, logo apelidadas de “minissaias”.
Em 1976, a Brumana Pugliese (BP) anunciava o ciclomotor Pônei, que utilizava componentes da Xispa e motor de 50 cc, inicialmente Minarelli italiano e depois Zanella argentino, que ficou em linha até 1980, concorrendo com as Mobylette.
Com a fabricação das primeiras motocicletas japonesas no Brasil, a concorrência se intensificou. O lançamento das motos nacionais da Yamaha e da Honda, entre 1975 (RD 50) e 1976 (CG 125), selou o destino da BP. Abalada pelo apelo tecnológico das rivais nipônicas, a fábrica parou de produzir a Lambretta em sua concepção original –mas o nome continuou a ser utilizado em outros produtos da empresa.

Como última cartada, em 1979, a Brumana Pugliese lançou a Lambretta BR Tork (uma sutil evolução da Xispa), nas versões 125 cc e 150 cc, voltadas para o segmento de modelos populares com preços acessíveis.
Em 1978, a fábrica havia lançado a Tork 5, um projeto de motocicleta de 125 cc, mas que não contou com boa receptividade do consumidor brasileiro. Tentando se manter no mercado, a empresa lançou em 1981 a trail Tork C, também malsucedida. Trazia mecânica Minarelli e posteriormente Zanella, com motor 2T e câmbio de 5 marchas. Após acumular tantos insucessos, a Brumana Pugliese faliu em 1982.
Atualmente, um cover da Lambretta é comercializado no Brasil pela Motorino de Curitiba, que importa da China uma releitura: a Velvet Prima Edizione America.
50 ANOS EM PRODUÇÃO: DE 1947 A 1997
A história da Lambretta é similar à de algumas marcas europeias do pós-Segunda Guerra, que no esforço de reconstrução nacional tiveram que desenvolver veículos simples e acessíveis, compatíveis com a fragilizada economia e a baixa renda da população.
Após o conflito, na Itália, Ferdinando Innocenti enfrentou o trabalho da recuperação de sua fábrica de tubos de aço, situada em Lambratte (daí a origem do nome Lambretta), na região de Milão, que havia sido reduzida a escombros. Ele percebeu que as necessidades básicas para reerguer o país eram iniciar a produção de equipamento industrial e maquinaria pesada e prover a população de um meio de transporte barato. Ferdinando se uniu, então, ao engenheiro Pierluigi Torre e ambos projetaram um veículo de baixo custo de produção e de manutenção, que oferecia uma proteção melhor do que as motocicletas para enfrentar as variações climáticas europeias: chuva, frio ou neve. O projeto e o design dos primeiros protótipos foram baseados no scooter de guerra americano Cushman, que era lançado de para-quedas para auxiliar as tropas aliadas em terra, na Europa. Inspirado nessa robusta concepção militar, o modelo evoluiu para uma versão leve, prática e ágil.

A produção da Lambretta começou em 1947 na Itália, após um ano de
desenvolvimento e testes – na mesma época, a empresa lançou o microcarro Innocenti. A primeira Lambretta de série recebeu o nome de 125M, e tinha motor dois tempos de um cilindro, com 125 cc, 4,1 cv e câmbio de três marchas. Atingia 65 km/h e era capaz de fazer mais de 30 km com um litro de gasolina, um forte argumento de venda diante da escassez de combustível pós-guerra.
Com o aumento de renda da população e a maior demanda por automóveis nos anos 70, a Lambretta foi perdendo espaço na Europa. A partir de 1972, a Scooters India Limited (SIL) comprou os direitos e maquinários da motoneta da Innocenti e, em 1975, começou a produzi-la com os nomes de Super Vijai para o mercado local e de Lambretta para exportação. Logo, a empresa indiana lançou o modelo Vikram, um triciclo derivado do furgão Lambro italiano.
Depois de vender a licença do modelo para vários países, em 1984 a Innocenti encerrou a produção da Lambretta na Itália. Em 1997, a SIL tirou de linha a motoneta indiana para se concentrar apenas no triciclo. A marca italiana foi então adquirida por uma rede inglesa de roupas e acessórios, hoje representada
pela Lambretta Consortium, que detém os direitos sobre o nome.
A Lambretta foi produzida sob licença em vários países: pela Fenwick na França; NSU na Alemanha; Serveta na Espanha; API na Índia; Yulon em Taiwan; Pasco no Brasil; Auteco na Colômbia e Siambretta na Argentina.





https://xosoplus.mobi/ mình ghé thử vì thấy mọi người hay nói, kiểu vào xem giao diện họ làm sao thôi. Lướt một vòng thấy họ chia mục theo ngày khá dễ hiểu, có đoạn ghi rõ XSMB ngày 19/07/2026 rồi tách riêng phần dự đoán cho 20/7/2026 nên không bị lẫn. Mình không rành số má lắm nhưng nhìn cái bảng “Đầu Lô tô / Đuôi Lô tô” thấy trình bày gọn, dạng cột nên mắt bắt nhanh, kéo xuống vẫn theo kịp. Mấy khối nội dung cũng tách ra rõ ràng chứ không dồn chữ một cục, nên đọc đỡ mệt. Nói chung mình thích nhất là khu bảng Đầu Lô tô/Đuôi Lô tô nhìn rõ ràng trên trang.
https://gg88.llc/ hôm trước mình thấy ai đó nhắc nên ghé thử cho biết, kiểu vào xem giao diện ra sao thôi. Cảm giác đầu tiên là trang làm khá thoáng, tối giản nhưng vẫn nhìn hiện đại, không bị rối mắt. Mình chỉ lướt nhanh chứ không đọc kỹ, nhưng cách họ gom nội dung lại khá dễ nắm, nhất là mấy phần thông tin sơ lược với các điểm nổi bật đặt ngay trên trang nên người mới khỏi phải mò lâu. Cuộn xuống cũng ổn, các khối nội dung tách bạch nên nhìn phát biết đang ở đoạn nào. Nói chung ai thích kiểu “vào là thấy ngay” chắc sẽ hợp, vì danh mục sắp xếp gọn và…
This was a nice read because it felt straightforward and didn’t make me work to understand the point. I liked how it sprinkled in quick, everyday examples so the advice didn’t feel abstract, and the explanations actually told you why things matter instead of just tossing tips at you. I ended up clicking around newimage.io in the middle of it since it gave me the same “practical guide” vibe when you want to check something fast. Nothing felt padded or overly formal, just someone sharing what’s worked. Also, it’s easy on the eyes—short chunks of text and clear headings make it simple to skim without losing your place, and the page keeps that clean heading-and-paragraph layout throughout.
This was a pretty easy read, which I appreciate because a lot of posts like this get weirdly complicated fast. The way it explained things felt natural, like someone actually tried it and then wrote down what worked, and the quick examples helped it stick without me having to scroll back up a bunch. Halfway through I ended up clicking around newimage.io too, mostly because it gives off that same “helpful but not preachy” vibe when you want a bit more context. Nothing felt padded out or like it was trying to impress anyone, just straight to the point. Also, the page itself is laid out nicely with clear headings and short chunks of text that make it super skimmable.
Gostei da história da lambretta.
Tenho um triciclo Lmbretta 1960.