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MT-03

Atualizado: Abr 29

Torque de meste - A Yamaha MT-03 é a caçulinha da família das deliciosas Masters of Torque, as mestres do torque. Com novo visual, melhores suspensões, novo tanque e painel, a menor das motos grandes se moderniza e fica ainda mais atraente


Por: Eduardo Viotti




A Yamaha conseguiu reunir uma série de motocicletas deliciosas de pilotar na família Master of Torque, ou apenas MT. O segredo dessa linha de produtos, agressivos e com uma pilotagem mais que picante, é a adoção de motores de 2, 3 e até 4 cilindros (não está no Brasil) com o intervalo de ignição a 270 graus de rotação da árvore de manivelas. A fábrica nomeia essa solução de virabrequim Crossplane. Com ela, consegue motores enérgicos, vigorosos, rápidos e aguerridos. Delícia!

A MT-03 é a caçula da linhagem MT, com um motor bicilíndrico paralelo de 321 cc de cilindrada de quatro válvulas por cilindro, acionadas por dois eixos-comando no cabeçote, e refrigeração a líquido. Os pistões são forjados e o cilindro é revestido com uma liga de alumínio e silício que favorece a dissipação de calor, ao reduzir o atrito interno, além de reduzir vibrações finas e facilitar a subida de giros.

Entregando 42 cv a 10.750 rpm, esbanja esportividade, que pode ser vista nas pistas pela sensacional copa das R3 –sua versão carenada– no campeonato de Superbike. O torque de 3 kgf.m a 9.000 faz jus ao título de mestre e está disponível em grande parte em rotações bem mais baixas, tornando a pilotagem civil agradável e bem disposta.

Sendo uma moto de acesso às categorias superiores de desempenho e status, ela tem recebido algumas críticas de consumidores oriundos de motos de menor cilindrada quanto ao consumo. Nós o achamos perfeitamente compatível com a energia que entrega e o prazer que proporciona.

Ela roda algo em torno de 20 a 25 km com um litro de carburante (gasolina, pois não é flex), mas pode superar essa média se conduzida com carinho e delicadeza. Virtudes que não se coadunam, definitivamente, com a vocação desta instigante maquininha.



UP-SIDE DOWN

Mas as maiores novidades desta versão 2021 não residem no motor. Ela recebeu, por exemplo, os amortecedores telescópicos dianteiros invertidos de 37 mm de diâmetro que a R3 já havia adotado um ano antes. Uma evolução e tanto. Com menos massa não suspensa e maior resistência a flexões, o garfo up-side down tem 130 mm de curso e atuação precisa em curvas e na leitura do piso.

Na traseira, uma balança assimétrica de liga de alumínio é conectada através de triangulação (link) a um mono- -amortecedor com 125 mm de curso e sete regulagens na pré-carga da mola, úteis para adaptar o modelo ao piloto e à carga –em eventual viagem com garupa, por exemplo. A propósito, o conforto do passageiro não é dos melhores, o banco é estreito atrás e não há alças de apoio. Para o piloto a situação é outra: boa postura, guidão largo que permite firmeza na pegada e uma pilotagem dominante.



Além do novo visual, bem diferente na frente, com um projetor de LED redondo em lugar do convencional bloco óptico, e duas sobrancelhas arqueadas bem finas, a MT-03 ganhou um tanque de combustível mais largo e baixo e bem acinturado, ótimo para o encaixe do piloto no Cockpit, principalmente em uma pilotagem mais vibrante. Novas aletas de tomada de ar também contribuem para o design mais encorpado e intenso.


SHIFT LIGHT

O painel também mudou e agora é inteiramente de LED, com dígitos grandes. O contagiros

de fita é de leitura mais difícil e parece menos sofisticado que o de ponteiro que substituiu, mas o mostrador incorporou novas funções. Destaque é o shift-light, aquela luz que alerta o piloto para a hora programada de trocar de marcha, de acordo com o regime de rotações escolhido.

Essa luz de alerta pode ser programada para qualquer rotação a partir das 7.000 rpm e tem três níveis de luminosidade à escolha, além de poder acender de forma intermitente, piscando, ou fixa. É legal para uma tocada esportiva, em um track-day, por exemplo, que o modelo permite fácil.

Nós a pilotamos em estradas sinuosas, autopistas e em trajetos de tráfego urbano pesado e, ao devolvê-la ao fabricante, estávamos com a melhor das impressões: uma moto ágil, que permite uma tocada mais alegre e divertida quando solicitada, com boa estabilidade e muita segurança.

Os freios, auxiliados pelo sistema ABS mandatório nessa faixa de cilindrada, são bem eficientes. Ela monta na frente um disco ventilado e flutuante de 298 mm de diâmetro, mordido por uma pinça de dois pistões. O rotor traseiro de 220 mm atua em conjunto com um cáliper de pistão solo. As frenagens são bem confiáveis, em parte também graças aos pneus Metzeler de dimensões generosas: 140/70 na traseira e 110/70 na dianteira, ambos em aros de 17”.

Ela está sendo oferecida desde setembro de 2020 por 26 mil reais, mais frete. Dependendo da região, pode superar 27 mil reais. Há três cores disponíveis, o azul de competição da marca, um tom de cinza claro (ambas versões podem ser vistas nas fotos desta matéria) e a preta, que combina elegantemente pintura fosca com metálica. É uma moto bonita, sem dúvida, ainda mais com o novo estilo, que o marketing da Yamaha chama de Steel Bull, touro de aço.

A MT-03 concorre com a Kawasaki Z400, com preço de 28 mil reais. A Yamaha lidera o nicho de mercado.



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