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Versys 1000 GT

Por: André Ramos

Diversões eletrônicas - A versão GT da Kawasaki Versys 1000 vem repleta de eletrônica, com recursos de apoio ao desempenho e, principalmente, à segurança. E um painel que parece um vídeo game


A Kawasaki Versys 1000GT 2020 ganhou visual atualizado e em sintonia com o universo touring, que passa a frequentar. Desde a versão anterior, o modelo fi cou famoso pela performance do motorzão, mas o design, alinhado com o de sua irmã de 650 cc, era controverso. Agora os projetistas da Kawasaki acertaram a mão, produzindo uma moto de visual alinhado com a arrojada proposta estética da marca.

Cada vez mais identificada com a vocação touring, a Versys traz novas carenagens que refletem este conceito e incluem faróis direcionais que se acendem à medida em que a motocicleta se inclina em curvas. Espetacular, já que este é um problema (não enxergar a parte interna das curvas à noite) que só recentemente a indústria passou a resolver nas motocicletas e que, ao menos por enquanto, equipa só as motos top de linha. Quem sabe num futuro próximo, este recurso não passará a ser mais democrático?


Outro ponto de destaque na Versys 1000 GT é o painel. É uma tela em TFT colorido, “encaixada” ao lado do conta-giros analógico. O conjunto é harmonioso e graças à sua tecnologia, é uma verdadeira central de controle e informação sobre tudo o que a motocicleta oferece e que acontece com ela, além de permitir que seja customizado entre duas opções de interface. Dependendo do modo escolhido, ela vai mostrar, entre outros features, o grau de inclinação da moto em curvas ou o índice de frenagem e aceleração da motocicleta. Chega a ser tão divertido que se você não for ligeiro, corre o risco de desviar demais a atenção ao que de fato importa na pilotagem.

DOMÍNIO DA ELETRÔNICA

Nesta versão GT (de Gran Turismo), a eletrônica embarcada transborda. São tantos itens oferecidos que no início você passa um tempo brincando com os botões, descobrindo o que cada um faz e como combinar as possibilidades.

A adoção da IMU, ou Unidade de Medição Inercial, da sigla em inglês, mudou tudo. Lembra do lance das luzes que acendem na curva? Pois é: só é possível por causa dela. A IMU surgiu nas motocicletas superesportivas. Com sensores que monitoram chass i(suspensões e freios), ângulos de inclinação, motor e diferença de velocidades entre as rodas, a IMU faz análises em seis diferentes eixos, processando as informações em milésimos de segundo, resultando em respostas que tornam a motocicleta mais segura e com melhor desempenho ciclístico.

Este recurso gerou o que a marca batizou de KCMF (Kawasaki Cornering Management Function), sistema que monitora e modula a intensidade das frenagens e a força aplicada pelo motor à roda, ajudando o piloto a colocar e manter a motocicleta na trajetória desejada desde o momento do ataque à curva até a saída. Subordinados à este sistema estão o KTRC (Kawasaki Traction Control, controle de tração), o KIBS (Kawasaki Intelligent Braking System, o ABS de curvas) e o KEBC (Kawasaki Engine Brake Control, o controle de freio motor).

Outro mimo tecnológico são as suspensões eletrônicas semi-ativas. Produzidas pela Showa, trazem na dianteira bengala invertida com tubos de 43 mm de diâmetro e 150 mm de curso. Com este recurso, você ajusta a pré-carga e o nível de amortecimento do conjunto de acordo com a carga que a motocicleta irá receber. O recurso é alinhado com o modo de pilotagem escolhido: ou seja, a ciclística da moto também passa a se comportar de acordo com o modo de pilotagem selecionado, regulando as suspensões de acordo com o ritmo e as condições da pilotagem.



Para que o sistema entregue sempre as melhores respostas, a ECU trabalha a uma velocidade de 10 ms (milissegundos, ou milésimos de segundo), enquanto as válvulas presentes no interior dos amortecedores atuam a cada 1 ms. Dessa maneira, a cada variação de terreno, a cada buraco, a resposta da suspensão é praticamente instantânea.

A Versys 1000 GT oferece 4 diferentes modos de pilotagem, integrados ao controle de tração e ao ajuste de suspensões. Além dos modos Sport, Road e Rain, há ainda um quarto modo que pode ser customizado, com o piloto inserindo seus próprios parâmetros.

A adoção do acelerador eletrônico ride-by-wire possibilitou, além de maior fluidez ao ato de acelerar, a adoção do cruise control, também conhecido como piloto automático, acessório bem-vindo em uma moto estradeira.

A Versys 1000 GT traz freios ABS de curvas, uma maravilha. Com o Cornering ABS você passa a ter mais confiança na hora de recorrer aos freios no meio de uma curva. Além de não deixar as rodas travarem, este sistema permite a manutenção da trajetória ao longo da curva.

Para proporcionar a combinação entre trocas rápidas de marcha quando se quer uma pilotagem mais agressiva e a comodidade de não ter de se preocupar em acionar a manete da embreagem em pilotagens mais low profile, a Versys 1000 GT traz o excelente sistema quickshift que, além de tudo, promove aquele belo estouro quando você sobe uma marcha no gás! O sistema deslizante de embreagem evita o travamento da roda traseira nas reduções mais fortes.

COMANDO ELETRÔNICO

Para aproveitar ao máximo a eficiência do sistema de combustão, o cabeçote da moto conta com sistema eletrônico de controle de abertura das válvulas, que otimiza o

funcionamento e contribui para o melhor desempenho do inline four de 1.043 cc, 16V. O motor é o mesmo que equipa a Z1000, porém, menos comprimido: nesta sport touring a taxa de compressão é de 10,3:1, enquanto na naked sobe para 11,8:1. A Versys 1000 GT apresenta 120 cv a 9.000 rpm, enquanto a Z1000 rende 142 cv a 10.000 rpm. O torque máximo da Versys GT é de 10,4 kgf.m a 7.500 rpm.

Tais números conferem à Versys 1000GT apetite de sobra para ultrapassagens rápidas, mesmo com a moto carregada com malas e garupa, enquanto as rodas de alumínio aro 17”, calçadas com pneus radiais, oferecem muita segurança para você brincar à vontade nas curvas.

Com regulagem manual, o pára-brisas é fácil de ser ajustado à sua preferência, enquanto o assento a meros 820 mm colabora para reduzir a ansiedade na hora de parar a moto. Afinal, os 257 kg em ordem de marcha (com fluidos, malas vazias e tanque cheio) chegam a assustar. O preço é de R$ 66.990,00, extremamente atraente pelo número de acessórios oferecido. Um conjunto de alforges e top case rígidos e removíveis acresce algo entre 10 mil e 15 mil reais ao preço de suas concorrentes –e a Versys traz de série.



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