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Viagem Sussa - Veja dica de especialista para viajar sem problemas...

Por Guilherme Silveira


Antes de pegar a estrada para viajar, é imprescindível tomar alguns cuidados mecânicos

básicos, essenciais para ter sua companheira sempre confiável e “justa” de pilotar.

Mesmo que a moto tenha passado recentemente por uma revisão mais completa, o ideal é pelo checar itens como iluminação e nível do óleo, além de calibrar e checar o estado dos pneus, por exemplo.

Para Alex Bongiovanni, da O cine Moto de São Paulo, “são consideradas longas as viagens que superem 2.000 km. E para realizá-las sem sustos, o ideal é redobrar os cuidados mecânicos, o mínimo de ferramentas básicas e também um kit de reparo para pneu.

Ainda mais se for pegar estradas mais desertas e sem maior ajuda mecânica”, explica.

PRINCIPAIS SISTEMAS

Descubra os mais importantes itens ou sistemas que merecem uma checagem mais minuciosa antes do merecido momento de descontração com a motoca:


ELÉTRICA E LUZES

Checar o sistema de iluminação é fundamental – muito embora seja pouco recomendável viajar de motocicleta à noite. Tendo em mente que o farol deve estar ligado o tempo todo, acione os fachos baixo e alto, os piscas e, claro, a luz de freio, em busca de lâmpadas queimadas ou maus contatos. Veja também se a buzina está afiada e cheque o aperto dos terminais de ligação da bateria.

Caso a própria bateria já tiver algum tempo de uso, ou estiver dando sinais de cansaço ao dar a partida no motor, o melhor é medir seu estado e tensão elétrica em uma oficina. Melhor trocar se estiver em final de vida, especialmente no caso de motos injetadas. E procure levar uma lâmpada sobressalente do farol, pois não é tão incomum que ele queime no meio do caminho.

MOTOR E FLUIDOS

Caso tenha trocado o lubrificante do motor há pouco tempo, cheque o nível e complete se necessário. Se a próxima troca estiver próxima em relação à quilometragem a ser percorrida, adiante a troca do lubrificante e também do seu elemento filtrante (o filtro de óleo).

Motores com refrigeração líquida devem ter o fluido de arrefecimento trocado uma vez ao ano.

O mesmo ocorre para as embreagens com acionamento hidráulico, que geralmente usam o mesmo tipo de fluido dos freios a disco. Por absorver umidade –é higroscópico, após algum tempo de uso, esse fluido pode apresentar bolhas de água, o que piora a ação da embreagem.

Verifique também o nível do fluido do freio (se for hidráulico) e substitua-o se necessário. Se não for possível trocar, complete com cuidado para não deixar entrar sujeira.


FREIOS E TRANSMISSÃO

É muito importante uma checagem visual das pastilhas de freio da moto. Se “no olho” elas se mostrarem muito gastas ou finas, aproveite para fazer sua troca, acompanhada da sangria do fluido de freio e de uma limpeza do sistema.

Quando o sistema traseiro de freio é a tambor, vale checar se resta bastante curso na regulagem: caso esteja “estrangulado”, a ponto de logo não mais permitir ajustes, aproveite e troque as lonas traseiras.

A corrente deve ser verificada e, no mínimo, ajustada antes de viajar, além de lubrificada junto da coroa traseira. A “altura” da embreagem também deve ser checada e ajustada. Caso esteja dura, patinando ou no final da regulagem, providencie sua troca –algo importante se for encarar trechos com muitos aclives ou ao levar garupa e peso extra. Ideal é sempre trocar o cabo de acionamento junto com os discos de embreagem.


VELA E FILTROS

Para o motor funcionar e render bem, itens como vela de ignição e filtro de ar devem estar dentro da “validade”. No caso da vela, a checagem do eletrodo (ou mesmo sua troca,

no caso de muitos motores monocilíndricos) é feita a cada 10 mil km. Em motores a partir de dois cilindros, as velas chegam a durar mais, entre 15 mil e 20 mil km.

A troca do elemento que filtra o ar costuma ser feita a cada 10 mil ou 15 mil km. Em geral barato, o filtro limpo e em bom estado melhora o consumo e as respostas do motor. A caixa do filtro também dever ser limpa.

Portanto, vale sempre uma rápida checagem visual das velas e do filtro. Não trocá-los em estado mais crítico é economia porca: a moto irá render menos e gastar mais.


SUSPENSÃO E CHASSI

A ação da suspensão deve ser checada. Amortecedores traseiros muito “moles” podem estar no fim de vida, algo notado por pequenos vazamentos –que indicam sua troca imediata. No caso de bengalas dianteiras com ação “boba” ao frear mais forte (a frente afunda demais em frenagens), deve-se realizar a troca do “óleo” interno. Se trata de um lubrificante específico e com data de troca que varia de acordo com a moto e o tipo de uso. Fluido novo é sinônimo de precisão na pilotagem da moto.

Folgas: a caixa de direção com folga normalmente forma “calos” nos rolamentos internos. Se o conjunto estiver muito gasto, a moto fica imprecisa de pilotar. Em casos mais extremos, o guidão pode até vir a travar, o que quase sempre resulta em uma queda.

Para checar se existe folga excessiva, freie a dianteira e empurre a moto rapidamente para frente e para trás. Desta maneira, é normalmente fácil de notar se há ruído ou jogo do sistema. Se a caixa estiver com folga há pouco tempo, um simples ajuste pode resolver.

Caso o “calo” na pista de rolagem for profundo, o reparo do sistema deverá ser trocado.

Rolamentos de rodas podem ter sua folga checada ao

balançar firmemente cada roda em sua porção superior, em sentido axial –lateral. Se aparecer jogo ao fazer esse tipo de movimento, troque os rolamentos. Eles podem travar e causar acidentes.



O desgaste dos pneus deve ser checado pelo indicador TWI, normalmente disposto no centro da banda de rodagem. O nível costuma indicar entre 1 mm e 1,2 mm de banda

útil; o que, diante da quilometragem a ser percorrida, dá uma dimensão da necessidade (ou não) da troca do pneu.

Ao encarar viagem extensa e por trechos difíceis, o ideal é levar uma câmara sobressalente. Se os pneus forem sem câmara, tenha à mão um remendo tipo “macarrão”, além de um cilindro com gás carbônico –que serve para inflar o pneu após o remendo.Lembre-se de que a calibragem dos pneus deve ser feita “a frio”, antes de rodar, e ao levar bagagem e/ou garupa, a pressão deve ser maior em relação ao uso urbano, principalmente

no pneu traseiro.

REAPERTO GERAL

Por causa da vibração gerada ao rodar mais rápido, é necessário um reaperto geral nos parafusos da moto. Comece checando aperto dos espelhos, para-lamas e piscas e parta para os parafusos da pinça de freio, alavanca de câmbio, suporte das pedaleiras e dos protetores do escapamento, além dos que fixam a placa e outros.

Para motos muito “vibrantes”, como Harleys ou Ducati, ou se for encarar extensos trechos de terra, o técnico Bongiovanni indica o uso de trava-rosca químico (de fixação leve ou mediana), em porcas ou parafusos que costumem soltar com frequência.




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