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Z 650

Por: Alexandre Nogueira


A Kawasaki Z 650 é uma delícia de naked, com preço muito competitivo e excelente desempenho na categoria.

Desde o seu lançamento em meados de 2005 a Kawasaki vendeu mais de 120 mil exemplares da ER6-N, bicilíndrica que utilizava como base um motor em linha de 650 cc de cilindrada refrigerado a líquido e que tornou-se famoso pelo alto torque em baixas rotações, capaz de proporcionar uma tocada ágil e divertida.

A Z 650 tem a missão de substituir a consagrada ER6-N e ainda consolidar a linhagem Z, que começou seu caminho vitorioso com a lendária Z1 900 dos anos de 1970.

A Kawasaki Z650 segue o design da família Z atual, que inclui a pequena Z 300 também de dois cilindros paralelos e a bela Z 900, de quatro cilindros em linha. A Z 650 se sobressai pela agilidade e facilidade de condução: afinal são 68 cv de potência a 8.000 rpm para empurrar esguios 187 kg.

A nova versão já se enquadra nas normas Euro 4 e por isso perdeu alguns cavalos na comparação com a ER6-N, mas o torque máximo de 6,7 kgf.m surge a 6.500 rpm, 500 rpm mais cedo do que na antiga versão, e isso é facilmente notável nas arrancadas e retomadas.

O motor foi todo redesenhado e ganhou um novo cabeçote, com dutos de admissão mais eficientes, para melhorar as respostas do acelerador e a capacidade de retomadas, e com isso proporcionar maior economia de combustível e autonomia, com o novo tanque de 15 litros. Novos comandos de válvulas, nova caixa de ar, corpos de aceleração de 36 mm com novos bicos injetores e um escapamento redesenhado contribuem para o funcionamento suave e refinado da pequena usina.

O nível de vibração a 6.000 rpm, quando se está viajando a 120 km/h, é um pouco alto, mas andando um pouco acima ou abaixo dessa faixa ela desaparece.

O grande responsável pela agilidade e leveza do conjunto é o chassis em treliça de aço, que pesa apenas 15 kg e é construído de forma que os canos tenham o mínimo de dobras para aumentar a rigidez aliviando as tensões em pontos críticos –as soldas– de força extrema.

Logo ao montar na Kawasaki Z 650 você nota que a motocicleta é pequena, estreita e parece até de menor cilindrada. A ergonomia é perfeita para pilotos de até 1,80 m, mas acima disso o cockpit pode se tornar pequeno.

Agregado ao novo e moderno chassi, suspensões convencionais dão conta da proposta urbana da motocicleta. Ela monta garfo telescópico com tubos de 41 mm de diâmetro na dianteira e nova balança bilateral assimétrica em alumínio na traseira, que movimenta um monoamortecedor com regulagem na pré-carga da mola. Rodando na cidade as suspensões são bem adequadas, com ótimo equilíbrio entre conforto e performance e uma atuação progressiva o suficiente para encarar asfalto mal pavimentado. Ao reivindicar uma tocada esportiva, a Kawasaki Z 650 se comportou naturalmente bem, sem balanços indesejados e com boa precisão para uma condução diária, no vida real.

Para garantir frenagens seguras, a boa e velha receita de duplo disco dianteiro e disco único traseiro dá conta do recado. Graças a um moderno ABS, dias de chuva e pisos escorregadios não são problema para frear a Z 650.



O estilo Sugomi da Kawasaki envolve elementos de performance e design e é adotado nas

nakeds da família Z, exaltando força e imponência. O assento é bem baixo em relação ao solo e isso facilita a vida na hora das manobras em baixa velocidade e de estacionamento. O encaixe do assento com o tanque é estreito e a rabeta alta e afilada mostra que a garupa vai reclamar em trajetos longos.

O guidão tem pegada na medida certa e as alavancas de freio e embreagem tem cinco posições de regulagem de altura, ampliando o conforto do piloto.

O painel digital de apenas um mostrador central apresenta um conta-giros de estilo analógico com o indicador de marcha e o velocímetro bem no centro e as demais informações de bordo logo abaixo. Esse LCD é ladeado das luzes de advertência. Uma solução muito legal são as diferentes configurações de visualização disponíveis para o ponteiro do contagiros, bem como da luz de aviso de troca de marcha (shift light) programável. Realmente eu acho este um dos painéis mais legais do momento. A lanterna traseira em LED acende em formato da letra Z, agregando ainda mais esportividade e requinte ao visual.



A nova Kawasaki Z 650 custa R$ 32.990,00 nas cores verde ou preta com chassis preto e a versão branca com chassis verde. Ela é simples e descomplicada, sem modos de pilotagem ou controle de tração e a receita parece perfeita para sua proposta. Já que ela não dispõe de eletrônica para ajudar a controlar a cavalaria, basta controlar a mão esquerda na hora de dosar o acelerador que tudo vai bem.







































































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