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Z1000

Bad Boy - A Kawasaki Z1000 é a mais feroz street fighter do mercado.

Por: Eduardo Viotti


A Kawasaki Z1000 R Edition é a expressão de uma supernaked moderna, exuberante em desempenho, visual e muita agressividade. Para começar, é quase uma excentricidade ela ser tão atual, em um mundo declaradamente apaixonado por motos de estilo saudosista. Parece uma afirmação maluca, e meio que é mesmo… E é essa modernidade seu principal apelo. Se a queda da bolsa de NY em 2008 não tivesse acontecido (as montadoras começaram logo a cortar custos para produzir modelos mais rentáveis), mais motos grandes seriam assim.

Assim como? Com quadros de alumínio, motores multicilíndricos de alta performance, freios e suspensões –multirreguláveis– de grife… Enfim, projetos de pura engenharia mecânica, que vivem bem sem badulaques eletrônicos.

A Z1000 A Z1000 tem um design supermoderno, sem pejo de ser contemporâneo. A frente baixa e o “olhar de má” despejam agressividade. A Kawas

aki chama esse estilo de Sugomi, impressionante, arrebatador, e alude ao movimento de um felino em ataque. Na R Edition, tank pad, pintura, bancos, tampas laterais para o quadro e grafismos de carenagens são exclusivos, além de suspensão traseira e freios de grife.

CHASSI LEVE

Deu até para matar a saudade dos quadros de alumínio em vigas duplas superiores, raros por agora em motos de rua, quase um privilégio das superesportivas. A Z1000 tem um deles, e o chassi utiliza o motor como parte da estrutura.

A suspensão traseira acontece através da uma balança de alumínio que opera, através de bielas (links) que desmultiplicam o movimento, um conjunto mola/amortecedor a gás da Öhlins sueca, fixado na horizontal, com amortecimento de retorno e pré-carga da mola regulável.

O garfo dianteiro também não faz feio. É um Showa Separate Function Fork Big Piston. Com 41 mm de diâmetro, é regulável em compressão, retorno e pré-carga. Nesse garfo, cada bengala tem uma função: a direita é o amortecedor;a esquerda, a mola.

O fato é que esse conjunto, mais o baixo centro de gravidade e a preocupação com a centralizacão de massas –expressa por exemplo no escape de ponteira dupla bem curta, com câmara de expansão grande sob o motor– resulta em uma estabilidade digna de superbike, das boas.

O freio dianteiro é Brembo, com dois discos recortados de 310 mm mordidos por uma pinça monobloco de quatro pistões contrapostos, fixada radialmente. Dá para segurar uma locomotiva descendo a serra, sem esquentar.

Se a ciclística é de primeira linha, o motor de 1.043 cc não foge à luta. Como quase todo quatro-cilindros motociclístico moderno, permite levada em baixas rotações sem engasgos, agradável, sem radicalidade, a passeio. A adrenalina começa a brotar acima das 5 mil rpm e desce em cachoeira depois dos 7 mil giros. É um motor muito moderno, com 142 cv de potência máxima a 10 mil rpm –o que não é muita rotação para tanta esportividade– e pico de torque a 7.300 giros. Para 221 kg em ordem de marcha, é mais que animador! Entre 7k e 10k, a Z1000 é um canhão!

Consumo de combustível é sempre uma preocupação, mas, francamente, em uma máquina com tanta performance, é questão quase vã. Tanta energia se produz queimando um litro de gasolina entre cada 16 km a 18 km, na média.

O câmbio tem o padrão japonês de precisão e maciez, com relações entre as marchas muito bem escalonadas. A embreagem é assistida e bem macia: as trocas são rápidas.



DETALHES E ACABAMENTO

O guidão é largo e dá uma pegada deliciosa, não tão fechada e apoiada sobre os punhos como um semiguidão de superbike, mas raso o suficiente para manter os cotovelos erguidos, uma pegada meio supermotard. É uma bela peça, de alumínio preto escovado, cônico. As carcaças dos espelhos retrovisores também são de alumínio fundido, e dão um visual diferenciado à frente do modelo.

Além dos já citados detalhes que identificam a versão R Edition, vale destacar a forração do assento, toda estampada com a letra Z, um charme, combinando com a lanterna traseira em LEDs, que forma a mesma letra…

O painel de instrumentos fica sobre a mesa, diretamente no guidão. Pequeno, tem conta-giros em LEDs que acendem à medida em que a rotação sobe, bem legal, e um LCD com computador de bordo multifuncional. Inclui indicadorde marcha em uso e de mudança de marcha (shift light).

O farol é bem baixo e tem aquela cara de zangado, com o sobrecenho franzido em linhas agudas. O conjunto óptico dispensa refletores e se vale de um grupo de LEDs bem intenso, o que permite um farol bem estreito e funcional.

A Kawasaki Z1000 R Edition custa quase 62 mil reais no preço sugerido pela fábrica, ao qual deve ser adicionado o frete, que varia de Estado para Estado.

Nessa faixa de preço há a Honda CB 1000R, recém-lançada, mas que não tem a pegada street fighter da Z1000, ao contrário, adota uma postura Café Racer do futuro, chamada de Neo Sports Café. A Yamaha MT-09, com um cilindro a menos, mas bem agressiva também, é mais barata, com preço sugerido de 50,2 mil reais, mais frete.

Bom, para quem gosta de tetracilíndricas modernas, com agressividade e pilotagem forte, a Z1000 chama!



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