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Usada - BMW F800S. Vale a pena?

Por: Guilherme silveira

Vale a pena? Com sorte é possível achar uma prestigiosa e robusta BMW F 800 GS usada por um valor convidativo


Lançada em 2008 pela BMW, a F 800 GS chegou aqui e em pouco se tornou um sucesso dentro de sua categoria. Mais conhecida como GS 800, é uma moto trail com fama de robusta, e importante; usada, parte de agradáveis R$ 20 mil (modelo 09), e beira os R$ 30 mil pedidos por um completo e pouco rodado modelo Adventure, de 2014.

Ainda mais alta, a Adventure saía com para-brisas maior e assento Comfort, além do tanque maior (de 24 litros, ante 16 do tradicional). Característica de toda GS, além do “ronco rouco” e encorpado, é o posicionamento do tanque de gasolina na parte traseira, uma solução que ajuda em sua ciclística bem equilibrada.

Com 204 kg (em ordem de marcha), a GS 800 é que se espera de uma trail média/grande:

uma moto alta, “delgada” e ágil, auxiliada pelo competente motor de dois cilindros paralelos e cabeçote com quatro válvulas por cilindro.

Obra da austríaca Rotax, a máquina vibra algo mais que o esperado em rotações mais altas, mas, aliada a uma caixa com seis marchas bem escalonadas, “bebe” pouco e oferece bastante força: torque máximo de 8,2 kgfm a 5.750 rpm e potência de respeitáveis 85 cv a 7.500 rpm.

REVISÕES SEMPRE EM DIA

Apesar da fama de guerreira, o experiente mecânico Fernando Franco alerta para possíveis problemas que podem aparecer nas GS 800. “Motos com quilometragem baixa e que ficam muito paradas podem revelar mais problemas do que outras GS que rodam mais. Nas 800, é sempre bom ficar atento à troca do fluido de freio, o qual tende a ‘vitrificar’ com o tempo. A umidade do ar causa pequenos cristais no fluido, o qual circula pelo módulo eletrônico do freio ABS, e, dependendo do grau de contaminação, pode até condenar o ‘cérebro’ do freio”.

Não se deve ignorar essa manutenção que, apesar de simples, pode render um belo estrago. Nova, uma central destas passa de R$ 11 mil...

Franco, mais conhecido no mercado motociclístico como “Boi”, também revela alguns casos de bomba de água do motor com mau funcionamento: “já apareceram motos de baixa quilometragem com sintoma de superaquecimento. Em todas, foi por conta de bombas d´água defeituosas”, assegura ele.

Segundo o expert, tirando esses casos relatados, trata-se de uma moto confiável, dona de um conjunto motor e transmissão robusto. “A suspensão dianteira invertida, por exemplo, não costuma pedir nada além da troca do fluido hidráulico. Motos que pegam estradas de terra, pedem no máximo a troca dos retentores internos”, relembra.

“O monoamortecedor traseiro, se necessário, pode ser remanufaturado e o resultado fica muito bom”, explica Boi.

Por ter vendido um bom número de unidades desde que chegou ao Brasil, a BMW F 800 GS é servida pela oferta de uma boa gama de peças mecânicas para reposição. Há relação de transmissão final, pastilhas de freio e conjuntos de embreagem encontrados por um valor (dentro do) razoável para uma trail premium.


UM OLHO NO GATO, OUTRO NO PEIXE...

Embora o design frontal incomum não agrade a todos –os faróis assimétricos, de

dimensões e formatos diferentes–, a GS 800 ficou visada pelos “gatunos” de uns anos para cá, assim como diversas big trail.

E por falar em farol, algo que se tornou corriqueiro de uns anos para cá foi justamente o furto do painel de instrumentos, e também do farol duplo das GS 800. Especialmente das motos que ficam mais tempo paradas na rua.

Portanto, todo cuidado é pouco com esses furtos, ainda mais no caso das BMW usadas diariamente.


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